Santa empata com o Salgueiro no 1° jogo da final do estadual

O Santa Cruz começou melhor a decisão, acompanhando o bom futebol do meia Biteco, principalmente na armação da jogada. Foi dele o passe para Emerson Santos, logo aos 7 minutos, ter a primeira chance de abrir o placar. Ele invadiu a área e chutou forte, mas o goleiro Luciano defendeu.

A pressão coral durou pouco tempo e após os 15 minutos de jogo, o Salgueiro equilibrou as ações, com chegadas perigosas de Kanu e Valdeir, mas sem qualidade na finalização. E o equilíbrio logo se transformou em domínio, com os sertanejos apertando cada vez mais os visitantes, que aparentemente esperavam para contra-atacar.

Aos 28, o Santa conseguiu encaixar o contra-ataque, numa jogada individual de Nininho, que só foi parado com falta, na entrada da área. A cobrança de Bileu, porém, não teve a mesma qualidade e a bola terminou na barreira.

Com a pressão salgueirense a todo vapor, o Carcará também teve sua chance clara. O experiente Lúcio foi lançado e ficou cara a cara com Fred. Decidiu encobrir o goleiro, mas pegou mal na bola e o goleiro evitou o pior.

Se tinha uma certa dificuldade para contra-atacar, o Santa viu uma de suas válvulas de escape sair mais cedo do jogo. O lateral-esquerdo Thiago Costa sentiu a coxa e, apesar de tentar ficar em campo, acabou substituído por Renatinho.

A pressão do Salgueiro deu resultado aos 38 de jogo, quando Kanu invadiu a área mais uma vez e disputou a bola com o zagueiro Alemão, que deslocou o jogador. O árbitro Marcelo de Lima Henrique interpretou que a jogada foi pênalti.

O batedor oficial da equipe, o zagueiro Rogério Paraíba, que já havia marcado os dois pênaltis na semifinal contra o Sport, foi para a cobrança. Mas na hora “h”, não teve a mesma sorte e a bola acabou resvalando na trave.


O último lance de perigo do jogo foi do Santa Cruz, com Biteco, que após o bom início, novamente desapareceu a medida que o tempo foi passando.

A primeira do lado do Santa, com Emerson Santos entrando livre, frente a frente com Luciano, mas chutando nas mãos do goleiro do Salgueiro, um dos destaques desse Estadual. Lance semelhante ao perdido pelo experiente Lúcio, que também de frente com Fred, tentou encobrir o goleiro coral, facilitando a defesa.

No intervalo, o locutor oficial do estádio pedia a todo momento para a torcida não deixar de apoiar o time e lembrava da chance real do Salgueiro ser o primeiro campeão do interior. Como trilha sonoras, músicas de exaltação ao Carcará e o mantra do “eu acredito”. Dentro de campo, nenhuma mudança para a etapa final, com os donos da casa sendo mais perigosos, jogando sempre nas costas da defesa coral

Acreditando na vitória, o técnico Sérgio China abriu mais sua equipe, colocando em campo o atacante Jefferson Berger na vaga do volante Vítor Caicó. Do lado do Santa, Ricardinho fez o oposto ao colocar o volante Édson Sitta na vaga do meia Guilherme Biteco. A pressão do Carcará, no entanto, não mudou. Aos 24 minutos, após uma dividida entre Berger e o goleiro Fred, Lúcio aproveitou o rebote e chutou para Renatinho salvar quase em cima da linha, na última grande chance da partida. Tudo em aberto.

Ficha do jogo

Salgueiro 0  
Luciano; Marcos Tamandaré, Ranieri, Rogério Paraíba e Marlon; Vítor Caíco (Jefferson Berger), Moreilândia, Rodolfo Potiguar, Valdeir (Pio) e Lúcio (Cássio); Kanu. Técnico: Sérgio China.

Santa Cruz 0
Fred; Nininho, Alemão, Danny Moraes e Tiago Costa (Renatinho); Bileu, Emerson Santos, Bruninho (Pedro Castro), João Paulo e Guilherme Biteco (Édson Sitta); Betinho. Técnico: Ricardinho.


Local: Estádio Cornélio de Barros, em Salgueiro. Árbitro: Marcelo de Lima Henrique. Assistentes: Fernanda Colombo e Clóvis Amaral. Cartões amarelos: João Paulo, Alemão (SC), Kanu e Rodolfo Potiguar (SA). Público: 10.126. Renda: R$ 152,850

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