Alírio Moraes confirma conversa com Grafite

O burburinho começou na última terça-feira, quando o técnico Marcelo Martelotte revelou que a diretoria do Santa Cruz estava contratando um atacante para mexer com o torcedor. Foi quando começou a busca por informações sobre quem seria esse atleta. E através das redes sociais, veio o primeiro nome: Grafite.  Experiente, o atleta já vestiu a camisa do Tricolor em 2001/2002 e com passagens brilhantes pelo Goiás e São Paulo, tem ligação familiar com Recife e se encaixaria com o perfil de atacante que o Tricolor deseja. Mas tudo esbarra num problema: dinheiro.

O presidente coral, Alírio Moraes, confirma o interesse em Grafite. As conversas estão acontecendo. Mas a proposta oficial ainda não foi feita. 

- A contratação de um atacante que vai mexer com o torcedor está sendo feita em duas etapas. A primeira foi a viabilidade financeira. Quanto a isso, já estamos praticamente acertado. A conversa com Grafite aconteceu, mas não fizemos uma proposta oficial. Ele se encaixa com esse perfil de atacante experiente, que motiva o torcedor. Mas precisamos nos organizar para fazer uma proposta forte - explicou o dirigente. 

Alírio, no entanto, reconhece a dificuldade de contratar Grafite. Ele sabe que o poder de fogo do Santa Cruz é curto diante do mercado. Segundo ele, outros clubes do Brasil estão interessados na contratação do atacante. E a diretoria não está pensando em contratar apenas um jogador ofensivo com esse perfil. A pretensão é trazer dois atletas. 

Conversando com alguns torcedores do Santa Cruz, percebo a necessidade dos tricolores em ter um jogador como referência no elenco. Até que existe um no atual grupo: Tiago Cardoso. Mas ele é goleiro e está se recuperando de uma contusão. A torcida quer um homem de linha, especialmente artilheiro. Por isso, que, vez ou outra, tem tricolor lembrando de Dênis Marques. Outro dia, fui surpreendido com um jovem amigo torcedor do Santa Cruz argumentando a necessidade de uma figura representativa no elenco e Rivaldo (sim, ele mesmo, o presidente do Mogi Mirim) seria esse o nome. 

Acho interessante que os times tenham um atleta com bagagem e que se transformem numa referência para a torcida e o próprio elenco. O Sport tem (Durval e Magrão, só para citar dois exemplos). No Náutico, Fabiano Eller chegou e já se tornou essa referência. O Santa Cruz precisa. Mas não é contratar por contratar. O jogador precisa ver sabendo de sua importância e disposto a contribuir. Ou seja, é preciso comprometimento. Se o Santa Cruz trouxer Grafite, ele precisa estar ciente da situação do clube. E se dedicar ao máximo em campo.

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